Eu vindimo, tu vindimas…

Esta semana pegámos no verbo vindimar e deitámos mãos ao trabalho. Foi a minha primeira vez e em pouco mais de duas horas apanhámos cerca de setenta quilos de uvas. Convertemo-nos ao campo de tal forma que até já queremos repetir no próximo ano.  Não se passa nada na Vereda do Seice. Vista para o mar. Silêncio. Vontade de não fazer nada. Descanso. Sestas na rede, à sombra da videira. Comidas feitas a lenha, com ervas aromáticas colhidas no acto da confecção. Um luxo dos tempos modernos. Para além disso, no campo as pessoas não são invisíveis umas para as outras, não há quem passe e não diga bom dia ou boa tarde, do mais velho ao mais novo, a educação é outra. As pessoas são mais umas para as outras. No fim-de-semana passa a carrinha do peixe, do pão e o amolador de facas. Acordo com o barulho das galinhas e volto a dormir. Há sol de manhã à noite e o tempo até parece passar mais devagar.

A M.  

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s