Fevereiro em pratos limpos

Finalmente, a primeira quinzena de Fevereiro tudo levou. Carnaval e Dia dos Namorados são assuntos despachados. Duas datas das quais não sou propriamente fã e que, até chegar ao dia, é uma algazarra de meter o real nojo. Disparam os preços dos disfarces, disparam os preços dos bombons, das flores, fazem-se promoções nas lojas de perfumes e a Swatch vem sempre lembrar que oferecer um relógio é o melhor remédio para qualquer alma que não deixe passar esta data em branco. Uma chatice. E os raminhos de flores? Rosas vermelhas. Vulgar que até dói. Não posso. Não posso conceber uma coisa destas. Nunca sai de moda para algumas mentes menos iluminadas e diz que todas as mulheres gostam. Eu prefiro amores perfeitos e gerberas, prefiro ainda os esforçados, os originais. Qualquer coisa é melhor que rosas vermelhas. Toda a gente já recebeu rosas vermelhas um dia. E inovar? Não era mau jogado. Mas isto sou eu que até percebo qualquer coisita de flores. A rosa vermelha é a flor do desenrascanço, do na dúvida compra vermelho que elas gostam todas do mesmo (estamos todas metidas no mesmo saco, portanto. Lindo, não é? Gostam disso? Eu não.), do qualquer coisa serve pode embrulhar para aí uma rosa que o que conta é a intenção e vai ter o mesmo efeito desejado. Fossem todas como eu – esquisita – e estava o caldo entornado. Dêem-me chocolates Milka em forma de corações e eu sou uma pessoa feliz. E passou-se. Um dia normalíssimo. Terça-feira de Carnaval também foi um dia estupidamente normal, mas já a roçar o chato. Tudo na paz do Senhor, nada de avacalhanços. O que é que se segue? Dia do Pai? Páscoa? Nada de novo. Continuo a ser fã incondicional do Natal, mas tudo bem…já fui muito feliz na Páscoa, sobretudo no ano de dois mil e nove. Consta que no domingo de Páscoa desse ano cheguei a casa pela hora de almoço (depois de uma looonga saída à noite) e ninguém deu por nada, pois que foi assim que começou a minha linda história de amor. E o resto guardo para mim.

Meus grandes queridos, chega de ladainhas e vamos ao cerne da questão. Venho por este meio comunicar que está aberta a caça ao talento. Saiam da casca, reajam, façam qualquer coisa pelas vossas almas. A minha amiga N. começou a escrevinhar uns contos de Natal muito engraçados, misturando dados bíblicos com piadas sobre a conjuntura actual do nosso amor de país, o bicho pegou e ela continuou nas viagens pela Arca de JáNãoÉ, agora vai dar o grande passo.

“Meus amigos vou publicar o livro da Arca de Jánãoé, mas não posso usar a imagem do facebook para colocar na capa porque tem direitos de autor. Aceito sugestões? Desenhos e fotografias vossas que me possam ceder!!”

Ora, não será esta uma belíssima oportunidade de mostrarem os vossos dotes? Ter uma fotografia de autor ou um desenho escarrapachado num livro para todo o sempre, para mostrar aos netos, bisnetos e afins não é para meninos. Também podem ser fotografias ou desenhos alusivos a cada episódio. Vale tudo! Vejam lá se querem tentar a vossa sorte e não se lembram! Eu sou um amor e deixo-vos AQUI a página de Facebook para poderem likar e ler tudinho. A sério, esta miúda vai longe e até já prometeu que me dá um exclusivo aqui para o Mais de Mil Coisas no lançamento do livro. Yey! Contactem-na através da página. Boa sorte! Bons desenhos e bons cliques.

Ok, ainda não acabou, escusam de soprar para o ar e fazer cara de enfado.

Não, não me esqueci que já estava em falta e que à sexta-feira há música para os vossos ouvidos. Cá vai. Música fetiche. Gosto de músicas que digam Say my name, desculpem o narcisismo, mas é de boss.

A M.

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